Nova Reforma Previdência em 2027?

A Previdência Social pode voltar ao centro dos debates em 2027. O tema envolve propostas, desafios fiscais e possíveis impactos para trabalhadores, aposentados e empresas. Neste episódio, vamos explicar o que está em discussão, o que já é oficial e o que ainda está no campo das possibilidades.

Simples Nacional: como escolher entre modelo híbrido ou integrado sem perder margem antes de Setembro

Com as mudanças previstas para o Simples Nacional, os escritórios contábeis precisam tomar uma decisão estratégica: adotar um modelo híbrido ou migrar para uma operação integrada. A escolha, no entanto, não deve considerar apenas tecnologia e eficiência operacional, mas também os impactos sobre custos, precificação e rentabilidade.

Uma decisão tomada sem planejamento pode aumentar o volume de trabalho, comprometer a margem dos serviços e dificultar a adaptação às novas exigências. Por isso, entender as diferenças entre os modelos e avaliar qual deles se encaixa melhor na realidade de cada escritório é essencial antes de setembro.

Pensando nisso, o Portal Contábeis realiza, nesta quarta-feira (29), às 15h, o webinar “Simples Nacional: como escolher entre modelo híbrido ou integrado sem perder margem antes de setembro”.

O encontro vai abordar os principais pontos que devem ser analisados pelos profissionais contábeis antes de definir o modelo de operação, considerando estrutura, processos internos, custos, capacidade de atendimento e impacto na rentabilidade.

O contador e sócio da VEROT,  Felipe Lopes, conduzirá a conversa com uma abordagem prática, apresentando os cuidados necessários para que os escritórios façam essa transição de forma planejada, sem absorver novos custos indevidamente ou comprometer a qualidade dos serviços prestados.

Para garantir sua participação e se preparar para as mudanças antes de setembro, basta preencher o formulário ao lado. No dia do evento, os inscritos receberão o link exclusivo para acompanhar a transmissão.

No primeiro artigo desta coluna, compartilhei a reflexão de que a maior transformação da Reforma Tributária está no comportamento do contador.

Mas essa mudança não termina no profissional. Ela chega ao próprio modelo de negócios dos escritórios contábeis.

Durante décadas, construímos empresas bem-sucedidas com base em serviços recorrentes, processos operacionais e equipes altamente especializadas em conformidade fiscal, contábil e trabalhista. Esse modelo foi eficiente e continuará sendo importante. Mas ele, sozinho, já não será suficiente para sustentar o crescimento nos próximos anos.

Estamos entrando em um período de profundas transformações. A Inteligência Artificial automatiza atividades repetitivas. A Reforma Tributária modificará a forma como as empresas tomam decisões. Os clientes exigirão muito mais orientação estratégica. Ao mesmo tempo, a dificuldade para atrair e desenvolver talentos continuará aumentando.

Esse novo cenário nos leva a uma pergunta inevitável: O modelo de negócios do seu escritório está preparado para os próximos cinco anos?

Essa talvez seja uma das reflexões mais importantes que os empresários contábeis precisam fazer. Não basta incorporar novas tecnologias. Também será necessário rever a proposta de valor, os serviços oferecidos, a forma de precificação, a estratégia comercial, o desenvolvimento das pessoas e a maneira como o escritório se posiciona no mercado.

Os escritórios que continuarem concentrando seus esforços exclusivamente na execução das obrigações legais tendem a enfrentar uma concorrência cada vez maior baseada em preço.

Por outro lado, aqueles que ampliarem sua atuação para consultoria, inteligência de negócios, planejamento tributário, indicadores gerenciais, governança e apoio à tomada de decisões construirão relações mais estratégicas e duradouras com seus clientes. 

Essa transformação não acontecerá de um dia para o outro. Ela será uma jornada. Uma jornada de revisão de processos, desenvolvimento de novas competências e construção de um novo posicionamento.

Talvez a pergunta mais importante não seja quais tecnologias adotar. Talvez seja: que empresa contábil você deseja ter quando essa transformação estiver consolidada?

Na Nova Era da Contabilidade, acredito que as empresas contábeis mais bem preparadas não serão necessariamente as maiores. Serão aquelas que compreenderem primeiro que o seu verdadeiro diferencial deixará de estar apenas na execução das obrigações para se concentrar na geração de valor para seus clientes.

Os próximos anos não exigirão apenas novos softwares. Exigirão novos modelos de negócios. E isso não acontece por acaso. Será necessário planejamento e muita reflexão. E essa construção começa agora.

O que mudou no Compliance trabalhista em 2026?

Com as relações de trabalho cada vez mais fiscalizadas e o ambiente regulatório em constante atualização, acompanhar as mudanças no compliance trabalhista se tornou essencial para empresas, escritórios contábeis e profissionais de Departamento Pessoal. Mais do que cumprir obrigações, estar em conformidade significa reduzir riscos, evitar passivos e atuar com mais segurança na rotina trabalhista.

Pensando nisso, o Portal Contábeis realiza, nesta terça-feira (22), às 15h, o webinar “O que mudou no Compliance trabalhista em 2026?”. O encontro vai abordar as principais mudanças e pontos de atenção que impactam a atuação dos profissionais da área, com foco prático e direcionado à realidade das empresas.

A advogada trabalhista e especialista em eSocial, Camila Cruz,  conduzirá a transmissão trazendo uma análise objetiva sobre o cenário atual do compliance trabalhista. Com experiência na área, ela irá destacar os cuidados necessários para manter processos alinhados à legislação, evitar inconsistências e fortalecer a atuação preventiva dentro das organizações.

Para participar e acompanhar o conteúdo, basta preencher o formulário ao lado. No dia do evento, os inscritos receberão o link exclusivo para a transmissão.

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Milla Oliveira

Líder em Gestão Tributária | +19 anos em Planejamento e Gestão Fiscal | Mestranda em Ciências Contábeis, Controladoria e Finanças (PUC-SP) | Reforma Tributária|Transformação Digital | Professora e Palestrante

O podcast aborda a revisão da aposentadoria conhecida como “Vida Toda” e os impactos das decisões envolvendo a inclusão de salários anteriores a julho de 1994 no cálculo dos benefícios previdenciários. Acompanhe o debate sobre o tema e seus reflexos para segurados e profissionais da área.

A Reforma Tributária já ocupa espaço nas reuniões, nos cursos, nos eventos e nas conversas entre empresários e profissionais da contabilidade. Quase sempre o foco está nas novas regras, nos novos tributos, nos prazos de transição e nos impactos técnicos da legislação.

Tudo isso é importante.

Mas, na minha visão, a maior transformação provocada pela Reforma Tributária não está na legislação. Ela está no comportamento do contador.

Ao longo da minha trajetória, acompanhei inúmeras mudanças na profissão contábil. Novas obrigações acessórias, a implantação do SPED, a Nota Fiscal Eletrônica, o eSocial e tantos outros projetos exigiram adaptação. Em todos esses momentos, o contador respondeu com competência e demonstrou sua capacidade de evolução.

Entretanto, a Reforma Tributária apresenta um desafio diferente.

Ela não exige apenas atualização técnica. Ela exige uma mudança na forma como o contador entrega valor aos seus clientes. Um trabalho que vai muito além da rotina

A transição para o novo sistema tributário não será resolvida apenas com a atualização dos sistemas ou com a leitura da legislação.

Ela exigirá estudos individualizados, simulações, construção de cenários, revisão de contratos, avaliação dos impactos sobre margens de lucro, fluxo de caixa, formação de preços, fornecedores, clientes e modelos de negócio.

Cada empresa terá características próprias. Cada decisão poderá produzir impactos diferentes.

Esse trabalho demandará tempo, conhecimento e capacidade analítica. E aqui surge uma reflexão importante. Esse tipo de atividade faz parte do contrato que o escritório contábil possui hoje com seus clientes? Na grande maioria dos casos, não. A hora de valorizar o conhecimento

Durante muitos anos, a profissão foi reconhecida principalmente pela excelência na execução das obrigações legais e fiscais. Esse papel continua sendo essencial. Mas a Reforma Tributária amplia significativamente a responsabilidade do contador.

Agora, o empresário espera orientação para tomar decisões. Espera compreender riscos avaliar alternativas, construir estratégias para enfrentar um novo ambiente tributário. Esse trabalho não pode ser confundido com a rotina operacional. Estamos falando de projetos de consultoria. Projetos que possuem início, metodologia, entregáveis e objetivos bem definidos. E, como qualquer projeto especializado, precisam ser corretamente dimensionados e remunerados.

Valorizar esse trabalho não significa cobrar mais por cobrar. Significa reconhecer que conhecimento estratégico gera valor para as empresas. Uma conversa que precisa acontecer Talvez o primeiro passo não seja estudar apenas a legislação. Talvez o primeiro passo seja conversar com os clientes.

Explicar que a Reforma Tributária representa uma transformação estrutural para o ambiente empresarial brasileiro. Mostrar que a adaptação exigirá planejamento. Definir claramente quais análises serão realizadas, quais entregas serão produzidas, quais decisões precisarão ser tomadas e como esse trabalho será conduzido. Quando existe clareza sobre o valor entregue, existe também clareza sobre sua remuneração.

A Nova Era da Contabilidade

Vivemos um momento único. A Inteligência Artificial, a automação, a análise de dados e a Reforma Tributária estão transformando profundamente a nossa profissão.

Nesse novo cenário, o diferencial do contador não estará apenas na capacidade de cumprir obrigações fiscais. Estará na capacidade de interpretar informações, antecipar cenários, orientar decisões e contribuir para a competitividade das empresas.

É exatamente esse o propósito do movimento A Nova Era da Contabilidade. Preparar empresários contábeis e profissionais da contabilidade para assumir um papel cada vez mais estratégico, consultivo e protagonista.

A tecnologia continuará evoluindo. A legislação continuará mudando. Mas a verdadeira transformação acontecerá quando nós, contadores, decidirmos evoluir junto com elas. Porque a maior transformação da Reforma Tributária não está na lei. Ela está no comportamento do contador.

Sobre a coluna “A Nova Era da Contabilidade”

Esta coluna é um espaço de reflexão sobre as transformações que estão redefinindo a profissão contábil. A cada edição, discutiremos tendências, tecnologia, gestão, liderança e inovação para preparar empresários contábeis e profissionais para os desafios e oportunidades da nova economia. www.marcelobianchi.com.br

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Hélio Donin Jr.

Diretor de Tecnologia da FENACON, Diretor de Empresa de Contabilidade, Diretor de Empresa de Consultoria, Conselheiro do Cgi.br, Vogal e Presidente da 1ª Turma de Vogais da JUCERJA – Junta Comercial do Estado do Rio de Janeiro (2008-2015), Vice-Presidente do Conselho de Bens e Serviços da ACRJ – Associação Comercial do Rio de Janeiro, Diretor de Tecnologia da RNC – Rede Nacional de Contabilidade (2008-2012), Diretor de Tecnologia do Sescon/RJ – Sindicato das Empresas de Serviços
Contábeis (2010-2013), Assessoramento, Pericias, Informações e Pesquisas do Estado do Rio de Janeiro, Presidente do Conselho Fiscal da REDETEC.

Publicado
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Ricardo Rios

Doutor em Educação pela PUC-SP. Mestre em Ciências Contábeis pela Pontifícia Universidade Católica de São Paulo – PUC-SP, Pós Graduado em Gestão Empresarial pela Universidade Nove de Julho, Bacharel em Ciências Contábeis pela Faculdade de Administração e Ciências Contábeis de São Roque.

Publicado
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Milla Oliveira

Líder em Gestão Tributária | +19 anos em Planejamento e Gestão Fiscal | Mestranda em Ciências Contábeis, Controladoria e Finanças (PUC-SP) | Reforma Tributária|Transformação Digital | Professora e Palestrante